
Bombardeios atingem instalações militares iranianas; governo de Teerã promete retaliação. Comunidade internacional pede contenção e diálogo.
São Gabriel da Palha, 12 de junho de 2025 —
Em mais um capítulo das tensões históricas entre Israel e Irã, o governo israelense confirmou, nesta madrugada (horário local), um ataque aéreo contra instalações militares iranianas na região de Isfahan. O bombardeio, segundo fontes militares, teria como alvo bases utilizadas pela Guarda Revolucionária Iraniana e supostos centros de desenvolvimento de armamentos.
O Ministério da Defesa de Israel declarou que a operação foi “uma resposta direta a ameaças persistentes contra a segurança nacional israelense”, embora não tenha detalhado a natureza dessas ameaças. Já o governo iraniano classificou o ataque como “um ato de agressão flagrante” e prometeu uma “resposta proporcional no momento apropriado”.
Alvo e consequências iniciais
Segundo agências internacionais de notícias, explosões foram ouvidas por moradores em áreas próximas a bases militares e centros de pesquisa em território iraniano. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número de vítimas ou a extensão dos danos. A mídia estatal iraniana acusa Israel de violar a soberania do país e acusações de envolvimento de drones e caças foram levantadas, mas ainda não confirmadas de forma independente.
Reações internacio
A comunidade internacional reagiu com preocupação. A União Europeia e as Nações Unidas emitiram comunicados pedindo calma e condenando a escalada militar. Os Estados Unidos, aliado próximo de Israel, evitaram se posicionar diretamente sobre o ataque, mas reforçaram que “a estabilidade na região é de interesse global”.
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a situação.
O ataque acontece após meses de crescente tensão entre os dois países, com trocas de acusações envolvendo espionagem, sabotagem e ameaças nucleares. Israel tem reiteradamente denunciado o programa nuclear iraniano como uma ameaça existencial, enquanto o Irã acusa Tel Aviv de interferência e ataques cibernéticos contra suas instalações.
Além do temor de um confronto direto entre duas potências regionais, o ataque pode provocar uma reação em cadeia envolvendo grupos aliados, como o Hezbollah no Líbano e milícias no Iraque e na Síria. A situação preocupa também países vizinhos, que temem que o conflito se espalhe por todo o Oriente Médio.
Especialistas afirmam que o momento é delicado e que qualquer erro de cálculo pode levar a um conflito de grandes proporções. “Estamos diante de uma das maiores ameaças à estabilidade regional dos últimos anos”, afirmou Leila Mahdavi, analista iraniana de política externa.
Enquanto o mundo observa atentamente os desdobramentos, civis nas duas nações vivem dias de incerteza — temendo que o próximo ataque não seja apenas estratégico, mas com consequências devastadoras.