
Nações Unidas, Teerã e Washington — Em uma ofensiva militar coordenada, os Estados Unidos realizaram, na madrugada da sexta-feira (21), ataques aéreos contra três instalações nucleares estratégicas do Irã, localizadas em Fordow, Natanz e Isfahan. A ação marca uma escalada significativa nas tensões no Oriente Médio e reacende o temor de um conflito de grandes proporções na região.
De acordo com o presidente dos EUA, Donald Trump, a operação foi “um sucesso total”, com alvos “completamente obliterados”. Fontes militares americanas informaram que foram utilizados bombardeiros B-2 e mísseis de longo alcance Tomahawk, além de bombas bunker-buster, capazes de atingir estruturas subterrâneas profundas.
Ataques coordenados e retaliações imediatas
As ofensivas ocorreram após o Irã descartar a retomada de negociações sobre seu programa nuclear e intensificar o apoio a milícias aliadas que vêm atacando bases militares americanas no Iraque e na Síria. Em resposta ao bombardeio, o governo iraniano confirmou os ataques e prometeu retaliar “com todos os recursos disponíveis”.
Poucas horas após a ofensiva americana, sirenes de alerta soaram em várias regiões de Israel, incluindo Tel Aviv e o Aeroporto Internacional Ben Gurion, devido ao lançamento de mísseis pelo Irã. Não houve registro de vítimas, segundo autoridades israelenses, que atribuíram a defesa bem-sucedida ao sistema de interceptação Domo de Ferro.
Reações internacionais e apelos por cessar-fogo
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, classificou os ataques como “altamente perigosos” e pediu que todas as partes envolvidas atuem com contenção. “O risco de uma guerra generalizada é real. As consequências seriam catastróficas para a região e para o mundo”, alertou Guterres, em pronunciamento oficial.
A Rússia condenou a ação americana, chamando-a de “violação do direito internacional”, e alertou que os EUA estariam cruzando uma linha perigosa ao atacar instalações nucleares sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU.
Especialistas veem riscos e mensagens geopolíticas
Analistas internacionais destacam que o ataque representa uma demonstração clara de força por parte dos Estados Unidos, mas também pode desencadear uma cadeia de retaliações de difícil controle. “É um recado direto não só ao Irã, mas também a Rússia e China, mostrando que os EUA ainda são militarmente dominantes. Porém, o custo político e humanitário pode ser alto”, avaliou Matthew Kroenig, do Atlantic Council.
Apesar do impacto inicial, as instalações nucleares atacadas — principalmente Natanz e Fordow — estavam parcialmente operacionais, segundo agências internacionais de monitoramento nuclear. O governo iraniano não confirmou se houve perda de material radioativo ou danos ambientais.
O que esperar nos próximos dias
O cenário agora é de incerteza. O Irã, que já vinha aumentando o enriquecimento de urânio desde a saída dos EUA do Acordo Nuclear de 2015, prometeu acelerar ainda mais seu programa atômico. Israel, por sua vez, permanece em estado de alerta máximo.
Enquanto isso, os EUA reforçaram sua presença militar na região, com novos destacamentos no Golfo Pérsico e reforço de tropas no Iraque, segundo fontes do Departamento de Defesa.
Com agências internacionais
Matéria atualizada em 22/06/2025 às 09h