
Um novo estudo científico revelou que a calota de gelo da Antártida apresentou crescimento significativo, revertendo uma tendência de décadas de perda constante. De acordo com os pesquisadores, a Antártida adicionou mais de 100 bilhões de toneladas de gelo em apenas um ano — um fenômeno raro diante dos efeitos já consolidados das mudanças climáticas.
O levantamento foi conduzido por cientistas especializados em climatologia polar e monitoramento por satélite, que analisaram dados recentes de acúmulo de neve e formação de gelo. Eles identificaram uma recuperação expressiva da massa de gelo, especialmente na região da Antártida Oriental, que tradicionalmente é mais estável em comparação com a Antártida Ocidental.
Esse novo comportamento contrasta fortemente com o que foi observado na última década, quando a região perdia grandes quantidades de gelo anualmente, contribuindo diretamente para a elevação do nível do mar em diversas partes do mundo.
Os especialistas, no entanto, alertam que esse crescimento pode não representar uma reversão definitiva da tendência de aquecimento global. Segundo os cientistas, o aumento pode estar relacionado a variações naturais do clima, como alterações nos padrões de vento, temperatura do oceano e umidade atmosférica, que influenciam a formação e o derretimento do gelo.
Apesar da boa notícia momentânea, os pesquisadores reforçam a importância de continuar monitorando de perto a situação, já que o aquecimento global continua sendo uma ameaça persistente aos polos e ao equilíbrio climático do planeta.
O estudo traz uma nova perspectiva sobre a complexidade do sistema climático e destaca a necessidade de análises de longo prazo para compreender os ciclos naturais e os impactos das ações humanas sobre o meio ambiente.