
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que as chances de os Estados Unidos recuarem no tarifaço imposto ao Brasil são mínimas. Fontes do Planalto afirmam que o presidente norte-americano Donald Trump não dá sinais de flexibilização e mantém centralizadas as decisões sobre a guerra tarifária, sem permitir que auxiliares negociem concessões.
Além disso, há a percepção de que novas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem ser adotadas pelos EUA. A sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros já está em vigor desde quarta-feira (6), afetando cerca de 35,9% das exportações brasileiras ao mercado americano, segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Mesmo com esforços do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda), integrantes do governo avaliam que não há uma negociação efetiva em andamento. Para o Planalto, a falta de autonomia dos assessores de Trump para tomar decisões reforça o cenário de impasse.
O pacote de medidas para socorrer empresas afetadas pelo tarifaço deve ser anunciado apenas na próxima semana, e incluirá ações para minimizar as perdas das exportações brasileiras diante do aumento das tarifas.