
O Espírito Santo voltou a viver uma tragédia que choca pela coincidência cruel. No último domingo (25), Alice Rodrigues, de apenas 6 anos, perdeu a vida após um ataque criminoso em Balneário Carapebus, na Serra. A menina estava dentro de um carro com os pais quando o veículo foi atingido por disparos efetuados por criminosos que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, confundiram o automóvel com o de rivais do tráfico.
De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, o crime foi motivado por uma disputa entre o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Um indivíduo apontado como “olheiro” teria feito a identificação errada do carro, o que resultou no ataque que vitimou a criança. Os pais de Alice — o pai e a mãe, que está grávida — também estavam no veículo, mas não foram atingidos.
A tragédia reacendeu lembranças de outro crime semelhante ocorrido em fevereiro de 2020. Na ocasião, Alice da Silva Almeida, de 3 anos, foi morta durante um tiroteio em Vila Velha, no bairro Dom João Batista. A região, segundo a Polícia Civil, era palco de disputas entre traficantes após o rompimento de chefes do tráfico que atuavam de forma unificada até 2019.
As duas meninas, que viveram em contextos diferentes e nunca chegaram a se conhecer, tiveram o mesmo destino trágico: perderam a vida de forma precoce por causa da violência causada pela guerra do tráfico no Estado.
Casos como esses expõem a vulnerabilidade de famílias inteiras que acabam se tornando alvo da criminalidade, mesmo sem qualquer envolvimento com facções criminosas.