Um homem de 34 anos foi preso em Vila Velha após ser flagrado transportando um fuzil calibre 5.56 que, segundo a Polícia Civil, seria destinado a integrantes de uma organização criminosa atuante no Espírito Santo.
A prisão ocorreu no último sábado, na Praia de Itaparica, quando o suspeito deixava um hotel carregando uma bolsa de mão. Durante a abordagem, agentes encontraram o armamento desmontado em três partes: coronha, cano e corpo da arma.
De acordo com a investigação, conduzida pela Divisão Especializada de Narcóticos (DNARC) com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), o fuzil seria entregue a criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção originária do Rio de Janeiro que possui atuação em território capixaba.
As apurações tiveram duração aproximada de dez dias e levaram à identificação da negociação ilegal da arma. Conforme a polícia, o suspeito não possuía antecedentes criminais. Morador da comunidade Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ele também mantinha vínculo empregatício com uma empresa de telecomunicações no Espírito Santo.
Durante o interrogatório, o homem teria confessado que receberia R$ 2,5 mil pelo transporte do armamento.
Segundo a Polícia Civil, o uso de pessoas sem histórico criminal para o transporte de armas de grosso calibre tem sido uma estratégia adotada por grupos criminosos para evitar suspeitas durante deslocamentos.
O fuzil apreendido foi classificado pelas autoridades como uma arma de alto poder ofensivo. De fabricação nacional, o equipamento estava com a numeração raspada, o que dificulta sua identificação. A polícia estima que o valor da arma no mercado ilegal varie entre R$ 40 mil e R$ 60 mil.
Ainda conforme a corporação, o armamento possui alcance preciso de até 600 metros e capacidade para perfurar estruturas como latarias de veículos e paredes.
A arma será submetida à perícia da Polícia Científica, que tentará recuperar a numeração original e identificar sua procedência.
O suspeito foi autuado por comércio ilegal de arma de fogo, na modalidade de transporte vinculado à atividade comercial clandestina, conforme prevê o Estatuto do Desarmamento. A Polícia Civil também solicitou a conversão da prisão em preventiva.
Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar os fornecedores da arma no Rio de Janeiro e os destinatários que receberiam o armamento no Espírito Santo.

