Dependência de programas sociais expõe falta de desenvolvimento em cidade do Amapá
Com cerca de 6 mil habitantes, a cidade de Itaubal chama atenção no cenário nacional por um dado preocupante: aproximadamente 93% da população depende do programa Bolsa Família para sobreviver.
Localizada no interior do estado e próxima à capital Macapá, a economia do município é baseada principalmente na agricultura de subsistência e na pecuária, além de depender fortemente de repasses federais. Apesar de iniciativas pontuais, como obras de revitalização urbana, o cenário ainda revela uma realidade de baixa geração de emprego e renda.
Dados apontam que, entre os cerca de 6 mil moradores, apenas 28 possuem emprego com carteira assinada — o equivalente a um trabalhador formal para cada 215 habitantes. Além disso, a cidade conta com poucos veículos em circulação e não possui grandes supermercados, limitando o desenvolvimento do comércio local.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem menos de 80 veículos em todo o município, reforçando o retrato de uma economia com baixa movimentação e poucas oportunidades.
Esse cenário levanta um alerta importante: a dependência excessiva de programas assistenciais, sem investimentos consistentes em infraestrutura, educação e geração de empregos, pode acabar perpetuando um ciclo de estagnação. Embora políticas sociais sejam essenciais no combate à pobreza, a ausência de desenvolvimento econômico sustentável impede que a população avance e conquiste autonomia financeira.
Especialistas apontam que o equilíbrio entre assistência social e investimento produtivo é fundamental para o crescimento de qualquer cidade. Sem isso, comunidades inteiras permanecem dependentes de benefícios, sem perspectivas reais de progresso.

