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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de segurança sobre o uso de canetas emagrecedoras à base de agonistas do receptor GLP-1, medicamentos amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e que ganharam popularidade nos últimos anos por seus efeitos na perda de peso.
O comunicado foi divulgado após a notificação de casos suspeitos de pancreatite aguda associados ao uso desses medicamentos. De acordo com a Anvisa, entre 2020 e 7 de dezembro de 2025, foram registrados 145 relatos de eventos adversos no Brasil relacionados às substâncias, sendo que seis casos evoluíram para óbito.
Nas redes sociais, médicos endocrinologistas e gastroenterologistas têm reforçado que, embora raros, os quadros de pancreatite podem ocorrer principalmente em pacientes que utilizam as canetas sem acompanhamento médico, em doses inadequadas ou sem indicação clínica formal. Vídeos e postagens no Instagram e TikTok também mostram usuários relatando dores abdominais intensas, náuseas persistentes e vômitos — sintomas clássicos da inflamação do pâncreas.
Especialistas ouvidos por perfis médicos e veículos digitais destacam que o risco pode ser maior em pessoas com histórico de pancreatite, consumo excessivo de álcool, cálculos biliares ou triglicerídeos elevados. Por isso, a recomendação é que o uso dessas medicações seja sempre prescrito por um profissional de saúde, com avaliação prévia e acompanhamento contínuo.
Apesar do alerta, a Anvisa ressaltou que, quando utilizados conforme as indicações aprovadas em bula, os benefícios terapêuticos dos medicamentos ainda superam os riscos conhecidos. A agência também reforça que os produtos seguem autorizados para uso no Brasil, mas que pacientes devem procurar atendimento médico imediato ao apresentar sintomas como dor abdominal forte e contínua, especialmente se irradiar para as costas.
Nas redes, cresce também o debate sobre o uso estético e indiscriminado das canetas emagrecedoras, impulsionado por influenciadores digitais. Profissionais da saúde alertam que a automedicação e a banalização desses fármacos podem aumentar a ocorrência de efeitos adversos graves.
A Anvisa orienta ainda que qualquer suspeita de reação adversa seja notificada por meio do sistema VigiMed, contribuindo para o monitoramento da segurança dos medicamentos em circulação no país.

