Motoristas que trafegam pela BR-101, no trecho entre os quilômetros 102 e 125, na região da Reserva Biológica de Sooretama, passaram a ser monitorados por um sistema capaz de calcular a velocidade média dos veículos ao longo do percurso. A tecnologia foi implantada pela Ecovias Capixaba em cinco radares já existentes na rodovia.
Diferentemente dos radares convencionais, que registram a velocidade apenas no momento da passagem do veículo, o novo sistema acompanha o tempo gasto para percorrer determinada distância. Com essas informações, é possível identificar condutores que mantêm velocidade acima do limite permitido durante o trajeto.
Apesar da inovação, a ferramenta não gera multas. Isso porque ainda não existe regulamentação específica no Brasil que permita a autuação com base na velocidade média. Atualmente, o equipamento é utilizado em ações educativas desenvolvidas em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo o coordenador de Tráfego da Ecovias Capixaba, Carlos Eduardo Diniz, os radares receberam um software capaz de integrar os dados coletados em diferentes pontos da rodovia. O sistema registra o horário de passagem do veículo em um equipamento e compara com o registro obtido em outro radar mais à frente. A partir da distância percorrida e do tempo gasto, é calculada automaticamente a velocidade média.

A tecnologia também ajuda a identificar uma prática comum entre alguns motoristas, conhecida como “efeito canguru”. Nesses casos, o condutor reduz a velocidade apenas ao se aproximar do radar e volta a acelerar logo depois. Embora consiga passar dentro do limite em cada equipamento individualmente, sua velocidade média ao longo do trecho pode ficar acima do permitido.
A iniciativa tem como objetivo reforçar a conscientização dos motoristas e contribuir para a redução de acidentes em uma das áreas mais sensíveis da BR-101, que corta a Reserva Biológica de Sooretama.

