Os recentes desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master intensificaram o clima de tensão nos bastidores do Tribunal de Contas da União (TCU) e evidenciaram divisões internas na Corte. Ministros ouvidos reservadamente classificam o ambiente como de “constrangimento geral” e avaliam que a inspeção sobre a atuação do Banco Central (BC) passou a ser conduzida de forma interpretada como intimidação.
A situação ganhou novos contornos após a revelação de que o Banco Central também se tornou alvo de uma ofensiva virtual, informação divulgada pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O episódio reforçou, entre integrantes do TCU, a percepção de que houve excesso na condução do processo, que tem como relator o ministro Jhonatan de Jesus.
Um dos ministros ouvidos pela CNN Brasil afirmou que o embate pode provocar danos irreversíveis à credibilidade da Corte. Apesar disso, não há expectativa de que a atuação do TCU consiga reverter a liquidação do Banco Master, já determinada pelo Banco Central.
Segundo esse magistrado, o efeito mais provável da iniciativa seria influenciar o andamento da liquidação dos ativos da instituição financeira, possivelmente retardando o processo. Enquanto isso, o presidente do TCU reafirmou publicamente que o tribunal tem competência legal para fiscalizar a atuação do Banco Central, ampliando o caráter institucionalmente sensível do embate entre os dois órgãos.

