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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está articulando uma série de medidas para conter os impactos da alta no preço do diesel e evitar uma possível paralisação de caminhoneiros, que pode gerar reflexos econômicos e políticos em pleno ano eleitoral.
Entre as ações anunciadas estão o reforço na fiscalização sobre postos e empresas, além da possibilidade de concessão de subsídios. Mesmo assim, entidades que representam os trabalhadores do transporte de cargas ainda ameaçam iniciar uma greve.
Nesta quarta-feira (18/3), o Ministério dos Transportes informou que vai intensificar a fiscalização, tanto eletrônica quanto presencial, sobre o cumprimento do piso mínimo do frete. O governo também prepara um instrumento legal para punir empresas que, de forma recorrente, pagam valores abaixo do estabelecido. Segundo o ministro Renan Filho, esse tipo de irregularidade tem se tornado comum no setor.
As medidas foram anunciadas em meio ao crescimento do movimento grevista entre caminhoneiros. Dados da Agência Nacional do Petróleo apontam que o preço médio do diesel subiu quase 12% na última semana, chegando a R$ 6,80 por litro.
Representantes da categoria, ouvidos pela imprensa, avaliam que as ações do governo ainda são insuficientes diante das demandas. Além do aumento do diesel — influenciado por fatores externos, como conflitos no Oriente Médio — os trabalhadores reivindicam a atualização da tabela do frete e melhores condições de trabalho.
A Associação Nacional de Transporte de Cargas, que atua na região portuária de Santa Catarina, anunciou a paralisação das atividades a partir das 12h desta quinta-feira (19/3).
Em declaração, o diretor da entidade, Sérgio Pereira, criticou as medidas adotadas até o momento e cobrou ações mais efetivas para conter o aumento do combustível e garantir o cumprimento da tabela do frete.

