
Brasil aguarda resposta dos EUA e mantém plano de contingência em sigilo até confirmação da medida
Com a aproximação da data prevista para a entrada em vigor da nova tarifa dos Estados Unidos, o governo brasileiro intensifica as negociações para tentar excluir produtos estratégicos da lista, como alimentos e aeronaves da Embraer. A sobretaxa de 50% sobre itens brasileiros, anunciada pela gestão de Donald Trump, deve começar a valer em quatro dias.
Sem uma resposta oficial por parte do governo norte-americano, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue estudando diferentes cenários de reação. O plano de contingência, porém, está sendo mantido em sigilo até que haja a confirmação definitiva da adoção da medida tarifária.
A tentativa de exclusão de itens sensíveis, como alimentos e produtos da indústria aeroespacial brasileira, reflete a preocupação do governo com os impactos econômicos e diplomáticos que o tarifaço pode gerar.
A medida dos EUA é vista como parte da estratégia protecionista de Trump, e atinge diretamente as relações comerciais com o Brasil. Internamente, o Palácio do Planalto analisa alternativas para minimizar os danos à economia nacional, caso as sobretaxas se concretizem.