
A Polícia Federal (PF) está conduzindo uma investigação sobre um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que teria causado prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. As investigações apontam para a participação de parlamentares, incluindo deputados e senadores, no esquema.
O esquema, conhecido como “Operação Sem Desconto”, envolvia descontos não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou a apuração em 2023 e acionou a PF em 2024 após encontrar indícios de crime. Em abril de 2025, foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão em 13 estados e no Distrito Federal.
O caso gerou repercussão no Congresso Nacional, com parlamentares cobrando investigações e propondo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as fraudes no INSS. Em 12 de maio de 2025, foi protocolado um pedido para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), com assinaturas de 36 senadores e 223 deputados, mais que o mínimo exigido.
O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado do cargo em abril de 2025, após a deflagração da operação. Em seu lugar, foi nomeado Gilberto Waller Júnior, procurador federal.
A investigação continua em andamento, com a expectativa de que mais informações sobre o envolvimento de parlamentares sejam reveladas nas próximas semanas.