Janeiro marca o início do pagamento de diversos impostos no Brasil, entre eles o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Apesar disso, muitos proprietários acabam não conseguindo quitar o valor dentro do prazo. O atraso no pagamento, porém, pode trazer consequências financeiras e administrativas importantes.
Quem deixa de pagar o IPVA está sujeito à cobrança de multa e juros, além de enfrentar restrições no CPF. A inadimplência também pode dificultar o acesso ao crédito e impedir o licenciamento do veículo, o que torna ilegal circular com o automóvel.
De acordo com o professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialista no setor automobilístico, Antônio Jorge Martins, adiar o pagamento do imposto raramente compensa. “Na prática, o custo do atraso costuma ser maior do que qualquer possível benefício que o contribuinte imagine ao postergar o pagamento”, explica.
Sempre que possível, a principal recomendação é quitar o IPVA à vista. Em muitos estados, essa opção garante desconto, geralmente em torno de 3%, o que reduz o valor total do imposto.
Além disso, o atraso pode resultar na inscrição do nome do contribuinte em cadastros de inadimplência, como Serasa e Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público), trazendo impactos diretos para a vida financeira.
O que fazer se não for possível pagar à vista?
Quando o pagamento integral não cabe no orçamento, o ideal é buscar alternativas antes do vencimento do imposto. Uma opção é recorrer a empréstimos ou financiamentos bancários para quitar o IPVA e parcelar o valor. Mesmo com juros, essa alternativa costuma ser menos prejudicial do que atrasar o imposto e sofrer sanções.
Outra possibilidade é o uso do cartão de crédito, já que muitos estados permitem o parcelamento do IPVA nessa modalidade. No entanto, essa opção deve ser usada com cautela. Segundo Martins, os juros do cartão costumam ser mais elevados do que os praticados por bancos tradicionais, sendo indicada apenas em situações específicas.
Para evitar esse tipo de problema, o especialista reforça a importância do planejamento financeiro. Organizar o orçamento com antecedência é a melhor forma de garantir o pagamento dos impostos sem comprometer a saúde financeira ao longo do ano.

