
Caracas (Venezuela) – 07/06/2025 — Um episódio inusitado e polêmico tomou conta dos bastidores do futebol sul-americano na noite desta sexta-feira. Segundo informações divulgadas por veículos locais e confirmadas por fontes diplomáticas, o presidente venezuelano Nicolás Maduro teria ordenado a retenção temporária da delegação da seleção da Bolívia no Aeroporto Internacional de Maiquetía, impedindo o retorno da equipe ao seu país de origem após uma derrota por 4 a 0 contra a seleção venezuelana.
De acordo com relatos, Maduro teria ficado “indignado” com declarações de membros da delegação boliviana que teriam criticado duramente a infraestrutura do estádio, a segurança no entorno do hotel onde estavam hospedados e até o comportamento da torcida venezuelana durante o jogo. Em resposta, o governo venezuelano determinou que a delegação permanecesse em “observação diplomática” até que a situação fosse “devidamente esclarecida”.
🇧🇴 Chancelaria boliviana reage
O governo da Bolívia, por meio do Ministério das Relações Exteriores, emitiu uma nota oficial na manhã deste sábado exigindo a liberação imediata da delegação e classificando o ato como uma “violação grave de protocolos diplomáticos e esportivos internacionais”.
“Exigimos que nossos atletas, comissão técnica e membros da delegação sejam liberados imediatamente. Trata-se de um episódio sem precedentes na história recente do futebol latino-americano”, diz o comunicado.
A Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, também se pronunciou brevemente. Em nota, afirmou estar em contato com ambas as federações nacionais e que acompanha a situação com “extrema preocupação”.
Fontes extraoficiais indicam que membros da FBF (Federação Boliviana de Futebol) já estariam acionando apoio da FIFA para garantir a segurança e o retorno da delegação ao país.
Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional, Maduro afirmou que a Venezuela “não aceitará mais ser desrespeitada em sua casa” e que os atletas bolivianos “terão o direito de sair assim que pedirem desculpas públicas ao povo venezuelano”.
“Aqui, ninguém vai pisar na nossa soberania e sair como se nada tivesse acontecido. Quem vem à Venezuela tem que respeitar este solo sagrado.”
Até o momento, a delegação boliviana permanece em Caracas, sob proteção diplomática, mas sem autorização oficial para embarcar de volta.
O episódio gerou intensa repercussão nas redes sociais, com usuários venezuelanos celebrando a vitória em campo e apoiando a decisão do governo, enquanto bolivianos e internautas de outros países criticam o que chamam de “autoritarismo inaceitável”.