A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8/4), uma operação para desarticular um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que pode ter causado prejuízo de pelo menos R$ 4,6 milhões aos cofres públicos. Batizada de Operação Recidiva, a ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Maranhão e do Piauí.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso simulava vínculos empregatícios inexistentes em sistemas federais. Com isso, conseguia viabilizar a liberação indevida de benefícios previdenciários para pessoas que não tinham direito aos pagamentos.
A operação mobilizou 32 policiais federais, que cumpriram seis mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão nas cidades de São Luís, Barreirinhas e Tutóia (MA), além de Parnaíba (PI). As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.
Esta fase é um desdobramento de investigações anteriores, que já haviam identificado a atuação de uma organização criminosa estruturada para fraudar o sistema previdenciário. Agora, o foco está em intermediários suspeitos de recrutar participantes e em pessoas responsáveis pela inserção dos dados falsos.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de bens e valores, com o objetivo de recuperar parte dos prejuízos. Até o momento, foram identificados pelo menos 50 benefícios concedidos de forma irregular, mas a estimativa é de que o número seja maior.
Se confirmadas as irregularidades, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. As investigações continuam em andamento.

