A Polícia Federal ainda não encaminhou ao Supremo Tribunal Federal o conteúdo extraído de 52 celulares apreendidos no chamado caso Master, investigação que tramita na Corte sob relatoria de um ministro do tribunal.
De acordo com informações do processo, os aparelhos foram recolhidos durante a operação, mas o material armazenado nos dispositivos — como mensagens, registros de chamadas, fotos e documentos — não foi integralmente disponibilizado ao STF até o momento. A ausência dos dados completos gerou questionamentos dentro da própria investigação.
Os celulares foram apreendidos como parte das diligências autorizadas judicialmente, com o objetivo de aprofundar a apuração sobre eventuais irregularidades investigadas no caso. A análise de dispositivos eletrônicos costuma ser considerada etapa central em inquéritos desse tipo, especialmente quando há suspeita de articulação por meio de aplicativos de mensagens.
A defesa de investigados tem cobrado acesso integral ao conteúdo coletado, argumentando que a transparência é necessária para garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa. Já integrantes da investigação sustentam que a extração e organização dos dados demandam tempo, devido ao volume de informações e à necessidade de perícia técnica.
O andamento do inquérito depende da consolidação dessas provas digitais, que poderão embasar pedidos adicionais, como novas diligências, oitivas ou eventuais indiciamentos.
O caso segue sob análise do STF, que deverá decidir os próximos passos da apuração após o envio completo do material pela Polícia Federal.
