
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou, de forma definitiva, a prisão da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL‑SP), conforme decisão emitida neste sábado, dia 7/6 . A ação marca o início imediato do cumprimento da pena de 10 anos de reclusão em regime fechado, perda do mandato e pagamento de multa e indenização de R$ 2 milhões — valores compartilhados com o hacker Walter Delgatti Netto, condenado a 8 anos e 3 meses.
A condenação pela Primeira Turma do STF, em maio de 2025, foi unânime. A deputada foi considerada autora intelectual da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tendo colaborado com o hacker Delgatti para inserir mandados falsos — incluindo um contra o próprio ministro Alexandre de Moraes .
Os crimes imputados são invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e inserção de dados falsos no CNJ, com motivação política e de impacto midiático .
Moraes considerou que Zambelli deixou o país — possivelmente com intenção de evitar a aplicação da lei penal — daí inicialmente decretar prisão preventiva, antes de convertê-la em definitiva após o trânsito em julgado .
A parlamentar foi incluída na lista vermelha da INTERPOL, teve passaportes e bens bloqueados e teve seus perfis em redes sociais suspensos, com pena de multa por descumprimento . Todos os bens — móveis, imóveis e contas — foram bloqueados por ordem de Moraes .
Zambelli deixou o Brasil por volta de 25 de maio, inicialmente se manifestou estar nos EUA e depois na Itália, país onde possui cidadania, se licenciando do mandato por 127 dias .
A perda do mandato será formalizada após comunicação oficial do STF à Câmara dos Deputados, encerrando seu exercício parlamentar .
Houve reações políticas: a oposição criticou a decisão, classificando-a como possível abuso de poder judiciário, e o PT solicitou a cassação imediata, apontando ausência de qualquer impedimento legal para isso .
Processo de extradição: tramitação no Brasil via Itamaraty e, posteriormente, decisão da Justiça italiana .
Execução da pena: Zambelli passará a cumprir os 10 anos de prisão em território italiano (caso extraditada) ou será presa na Itália. Formalização da perda do mandato e possível inelegibilidade futura com base na Lei da Ficha Limpa.
Com a prisão definitiva decretada em 7 de junho de 2025, Zambelli inicia o cumprimento da pena por crimes graves que abalam a credibilidade do Judiciário, enfrenta processo de extradição da Itália e tem seu mandato sob formalização de cassação. O caso gera intensa polarização política e marca um momento histórico de endurecimento contra crimes cibernéticos com motivação política.