
Medida amplia tensão comercial entre Estados Unidos e Brasil e impacta setores estratégicos da economia brasileira
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a taxação total para 50%. A decisão, classificada como um “tarifaço”, afeta diretamente as exportações do Brasil e aprofunda o clima de instabilidade nas relações comerciais entre os dois países.
A medida já havia sido sinalizada anteriormente em uma carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e agora se torna oficial com a assinatura do decreto. Segundo fontes da Casa Branca, o objetivo é “proteger a indústria americana diante de práticas desleais de concorrência”, argumento rejeitado pelo governo brasileiro, que vê a ação como uma retaliação política e econômica.
O Itamaraty ainda não divulgou uma nota oficial, mas bastidores do Palácio do Planalto indicam que o governo estuda medidas de resposta, incluindo a elevação de tarifas sobre produtos norte-americanos e a busca de respaldo em organismos internacionais como a OMC (Organização Mundial do Comércio).
Entre os setores mais afetados pela nova tarifa estão o agronegócio, especialmente a exportação de carnes, suco de laranja e aço, que representam uma fatia significativa das vendas brasileiras aos EUA.
A decisão de Trump ocorre em um momento delicado do comércio global, e analistas acreditam que o decreto pode desencadear uma nova rodada de tensões comerciais com impacto direto sobre o crescimento econômico brasileiro.