Um incêndio de grandes proporções destruiu completamente um galpão logístico em Viana, na Região Metropolitana da Grande Vitória. O espaço abrigava o depósito do Supermercados BH e ao menos outras quatro empresas. O fogo começou na manhã de sábado (7) e, apesar de controlado, equipes do Corpo de Bombeiros seguem atuando no local na fase de rescaldo. Os prejuízos podem chegar a R$ 1 bilhão. Veja abaixo os principais pontos já confirmados e o que ainda será esclarecido.
1. Quando o incêndio começou?
As chamas tiveram início por volta das 6h de sábado (7). O fogo começou em um dos setores do galpão e se espalhou rapidamente para outras áreas da estrutura.
2. Onde ocorreu o incêndio?
O incêndio atingiu um galpão logístico com cerca de 30 mil metros quadrados, em funcionamento há aproximadamente dois anos dentro de um complexo logístico. O local recebia diariamente cerca de 3 mil pessoas, entre funcionários e profissionais do transporte.
3. O que causou o incêndio?
As causas ainda são desconhecidas. O Corpo de Bombeiros iniciou o levantamento técnico para a perícia, e o laudo que deve apontar a origem do incêndio tem prazo estimado de até 20 dias para ser concluído.
4. Quais empresas ocupavam o galpão?
O espaço era compartilhado por pelo menos cinco empresas. A maior parte era utilizada pelo Supermercados BH. Também operavam no local a Ybera Group, do setor de cosméticos, e a Anhanguera Ferramentas. As outras duas empresas ainda não foram identificadas.
5. O que era armazenado no local?
O galpão armazenava uma grande variedade de produtos, incluindo alimentos, cosméticos, ferramentas, equipamentos, maquinário pesado e produtos farmacêuticos.
6. Houve feridos?
Não houve vítimas. Segundo o Corpo de Bombeiros, um segurança percebeu o início das chamas e acionou o protocolo de evacuação. Cerca de 20 funcionários que estavam no local conseguiram sair sem ferimentos.
7. Qual é a estimativa do prejuízo?
De acordo com um representante de uma empresa que intermedia a locação no armazém, o prejuízo total pode chegar a aproximadamente R$ 1 bilhão. A estimativa aponta cerca de R$ 100 milhões em danos estruturais e aproximadamente R$ 800 milhões em mercadorias perdidas.
8. Como está o combate ao incêndio?
Mais de 115 militares participaram da operação desde o início do incêndio. O fogo está controlado, confinado e isolado, mas ainda há focos em áreas de difícil acesso devido ao risco de colapso da estrutura. As equipes utilizam caminhões com bombas de longo alcance, autoescada e um caminhão com canhão monitor para resfriar a área sem expor os bombeiros a riscos. O trabalho de rescaldo continua nesta terça-feira (10).
9. A fumaça atingiu outras regiões?
Sim. A grande quantidade de fumaça gerada pelo incêndio pôde ser vista a até 19 quilômetros de distância, alcançando regiões como a Enseada do Suá, em Vitória.
10. O que dizem as empresas afetadas?
O Supermercados BH informou que houve perda total da estrutura e das mercadorias e destacou que a segurança dos colaboradores é prioridade. A Ybera Group afirmou que suspendeu temporariamente as compras e acionou seus protocolos de segurança e retomada operacional. A Anhanguera Ferramentas informou que trabalha para restabelecer suas operações no Espírito Santo. As outras duas empresas não foram localizadas pela reportagem.

