O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, divulgou uma nota pública detalhando o contrato firmado com o Banco Master, que previa pagamentos estimados em cerca de R$ 129 milhões ao longo de três anos. O caso passou a ser questionado após a divulgação de mensagens e documentos relacionados às investigações sobre a instituição financeira.
Segundo o comunicado, o contrato foi firmado em 2024 e tinha como objetivo a prestação de consultoria jurídica e regulatória ao banco. Entre os serviços realizados estavam análises de normas financeiras, revisão de políticas internas e elaboração de pareceres técnicos em diferentes áreas do direito.
De acordo com o escritório, os trabalhos foram realizados até novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Pareceres e reuniões
A nota informa que a equipe jurídica produziu 36 pareceres técnicos e participou de processos de revisão de políticas internas da instituição financeira. Os temas abordados incluíram contratos, previdência, relações trabalhistas, proteção de dados, crédito e regulação financeira.
Também foram realizadas 94 reuniões de trabalho entre advogados do escritório e executivos do banco. A maioria dos encontros ocorreu presencialmente e teve duração média de cerca de três horas.
Segundo o comunicado, os encontros envolveram principalmente equipes das áreas de compliance e governança corporativa do banco.
Equipe envolvida
O escritório informou que os serviços contaram com uma equipe formada por cerca de 15 advogados, além da participação de três escritórios especializados contratados para atividades específicas relacionadas ao trabalho jurídico.
Na manifestação, a banca também destacou que não atuou em processos do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o documento, o trabalho se limitou à consultoria jurídica e elaboração de pareceres técnicos para uso interno da instituição.
Investigação
A divulgação da nota ocorre após a revelação de mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O aparelho foi apreendido durante investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Parte das conversas menciona contatos com autoridades e encontros com integrantes dos Três Poderes, o que levantou questionamentos sobre a relação entre o banco e agentes públicos.
O ministro do STF Alexandre de Moraes também se manifestou sobre o caso e afirmou que não recebeu mensagens atribuídas a Vorcaro em 2025, além de negar ter mantido conversas com o empresário sobre os assuntos citados nas investigações.
Situação do banco
O Banco Master passou a ser investigado após suspeitas de irregularidades financeiras e operações consideradas sem lastro envolvendo títulos de crédito.
Diante das apurações, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição no fim de 2025, medida tomada no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

