A Assembleia Legislativa do Espírito Santo iniciou a análise, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 399/2026, que autoriza o governo estadual a doar duas áreas localizadas na zona industrial de Barra do Riacho, em Aracruz. A proposta prevê a transferência de um terreno para o município e outro para a montadora chinesa Great Wall Motors (GWM), que planeja instalar um complexo automotivo na região.
Uma das áreas, com aproximadamente 79,5 mil metros quadrados, será destinada à Prefeitura de Aracruz para apoiar a implantação de estruturas públicas ligadas ao programa Parklog/ES. A iniciativa busca fortalecer a integração logística do Norte capixaba por meio de investimentos em portos, ferrovias, rodovias, aeródromos e outras obras estratégicas.
Segundo o governo estadual, o programa reúne projetos públicos e privados que somam mais de R$ 12 bilhões em investimentos. A área doada ao município deverá abrigar instalações administrativas e operacionais voltadas à gestão do complexo logístico e industrial da região.
Já o segundo terreno, com cerca de 1,74 milhão de metros quadrados, será destinado à GWM para a implantação de um complexo industrial automotivo. O projeto contempla unidades de produção, estruturas logísticas, infraestrutura de apoio e espaço para futuras expansões.
Na justificativa encaminhada aos deputados, o governador Ricardo Ferraço destaca que a iniciativa faz parte da estratégia de desenvolvimento econômico do Estado, com foco na atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da indústria regional.
O empreendimento da GWM prevê investimentos estimados em R$ 4,6 bilhões e capacidade produtiva de até 200 mil veículos por ano. A expectativa é gerar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos quando o projeto atingir sua capacidade plena.
A primeira fase da fábrica está prevista para começar em 2026, com produção anual de até 100 mil veículos. Nesta etapa inicial, os investimentos devem variar entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,9 bilhões, com potencial de criação de até 5 mil postos de trabalho.
O governo também destaca o potencial tecnológico do empreendimento, que poderá estimular parcerias com universidades, centros de pesquisa e instituições de inovação, contribuindo para a formação de mão de obra especializada e o desenvolvimento da indústria de alta tecnologia no Espírito Santo.
O projeto estabelece ainda que os imóveis deverão ser utilizados exclusivamente para as finalidades previstas. Caso as metas não sejam cumpridas até o final de 2029 ou haja alteração da destinação das áreas, os terrenos poderão retornar ao patrimônio do Estado.

